J. Lucio D'Azevedo. Historia de Antonio Vieira. Tomo Segundo. (Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1920): 239.

Outro facto que tambem sem duvida lhe mitigou as afflicções d'aquelle anno foi chegar-lhe ás mãos o exemplar de umas conclusões de theologia, que lhe dedicou a Universidade do Mexico. Até lá chegara a sua fama, e a douta communidade lhe consignava as maximas honras. No rosto do volume o seu retrato cercado dos emblemas dos triumphadores: palmas, trombetas e a phenix immortal. Tudo vento e fumo, dizia elle, posto aproveitasse o caso para confronto com o que lhe succedera em Portugal: «Não posso deixar de me magoar muito que no mesmo tempo em uma universidade de portuguêses se affronte a minha estatua, e em outra universidade de castelhanos se estampe a minha imagem». Depois referindo-se á perseguição do Governador: «E para que não pareça que são isto influencias da America, quando no que é sujeito a Castella me honram d'este modo, no que é sujeito a Portugal me fazem as affrontas de que Vossa Excellencia será informado por outras vias» [Ao Marqués de Gouveia, 24 julio 1683. Cartas, 3.o, 93.]. Entretanto tambem na Bahia alguma homenagem, de certo para elle mui grata, lhe era prestada.